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Publicado em:

13 de julho de 2022

ISBN: 

978-65-84548-05-3

DOI: 

10.4322/mp.978-65-84548-05-3

Páginas:

110

© 2022 Mérida Publishers

Cafeicultura em Região de Topografia Acidentada e Práticas de Conservação e Recuperação do Solo

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Organizadora:

Este livro traz resultados importantes relacionados às práticas de conservação e recuperação de solos, associando-as ao aumento da produtividade do cafeeiro. Também, traz informações importantes sobre a dinâmica da cafeicultura no Brasil e no estado do Espírito Santo.

O livro está dividido em cinco (5) capítulos:

No Capítulo I, “A importância do café para o mundo e o Brasil”, mostra que nosso país tem uma produtividade média de 30 sacas por hectare. Consolidou a cafeicultura brasileira na liderança global da bebida como o maior produtor, exportador e o segundo maior consumidor mundial. No Brasil, adotou-se o modelo de produção com o predomínio da monocultura em sistema a pleno sol, fazendo com que os cafezais envelhecessem precocemente. As terras abandonadas, em encostas íngremes, erodidas e degradadas, eram então arrendadas para retirada de lenha e posteriormente convertidas em pastagem, sem nenhum manejo e sob a gestão de novos proprietários: assim se iniciaram a formação de grandes áreas degradadas.

No Capítulo II, “Práticas de conservação e recuperação do solo”, discute a importância da água e o solo. A utilização dos recursos naturais de forma negligenciada vem gerando impactos e externalidades negativas, principalmente relacionadas à ausência de práticas conservacionistas nas atividades agropecuárias: causam tanto a perda de solo quanto alterações na dinâmica dos corpos hídricos. É fundamental que sejam utilizadas práticas de conservação do solo. Baseiam-se em três princípios: aumento da cobertura vegetal; infiltração de água no solo; e promoção da rugosidade do terreno.

No Capítulo III, “Barraginhas (caixas secas e, ou, bacia de contenção)”, considera que as denominações barraginha, caixa seca, caixa de contenção e os lagos de uso múltiplo, referem-se à mesma prática conservacionista, com objetivos semelhantes ou até mesmo idênticos: acumular água visando a recarga de aquíferos ou para usos diversos, tais como a reservação para dessedentação animal, a irrigação ou a criação de peixes.
No Capítulo IV, “Estudo de caso: barraginhas e a produtividade do cafeeiro conilon no Ifes campus de Alegre”, apresenta o uso dessa técnica como ferramenta de proteção, recuperação, conservação e manejo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência das barraginhas na produtividade de café em lavoura de montanha. Analisando os dados obtidos, pode-se dizer que, naquelas condições, o solo e as plantas, majoritariamente, sob a influência direta da infiltração de água das barraginhas, apresentaram elevado número de ramos plagiotrópicos e de rosetas, alta produtividade, bem como maior altura e diâmetro da copa.

No Capítulo V, “Barraginhas: multifunções”, a discussão se dá no sentido de mostrar o papel dos “Lagos de múltiplo uso” e a “Adequação de estradas rurais” e aponta – qualquer que seja a denominação utilizada, caixa seca, lago de múltiplo uso ou barraginha, o objetivo é acumular água visando a recarga de aquíferos. As barraginhas são posicionadas estrategicamente no caminho das enxurradas em lavouras, pastagens e beiras de estrada.

Nas Considerações finais, sugere-se a mudança do atual modelo de produção convencional da cafeicultura, dada a visível insustentabilidade verificada nos dias atuais, particularmente para o pequeno produtor do sistema familiar. Práticas como a recuperação de áreas degradadas da cafeicultura, ancoradas na agroecologia e suas práticas conservacionistas, podem contribuir com novos arranjos tecnológicos, visando a qualidade dos recursos ambientais e a produção sustentável.

Anseia-se, ao final da leitura dos referidos capítulos, que sejam satisfeitos alguns dos questionamentos sobre os modelos de produção atualmente praticados. Espera-se que surjam comentários que contribuam para o bom desenvolvimento e aplicabilidade do presente e dos próximos trabalhos.

Índice

Capítulo 1

Por: Andresa Carolina Mendes Pinheiro, Amanda Evaristo Lacerda, Maurício Novaes Souza

DOI: 10.4322/mp.978-65-84548-05-3.c1

Capítulo 2

Por: Andresa Carolina Mendes Pinheiro, Maurício Novaes Souza

DOI: 10.4322/mp.978-65-84548-05-3.c2

Capítulo 3

Por: Andresa Carolina Mendes Pinheiro, Priscila de Oliveira Nascimento, Maurício Novaes Souza

DOI: 10.4322/mp.978-65-84548-05-3.c3

Capítulo 4

Por: Andresa Carolina Mendes Pinheiro, Maurício Novaes Souza, Jeferson Luíz Ferrari, João Batista Esteves Peluzio

DOI: 10.4322/mp.978-65-84548-05-3.c4

Capítulo 5

Por: Andresa Carolina Mendes Pinheiro, Priscila de Oliveira Nascimento, Maurício Novaes Souza

DOI: 10.4322/mp.978-65-84548-05-3.c5

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